A Campanha de Sobrevivência à Sepse ou Surviving Sepsis Campaign (SSC)
foi criada em 2002 com o objetivo inicial de reduzir a mortalidade da sepse em
25%. A publicação de suas diretrizes tem servido como guia para o manejo dos
pacientes com sepse/choque séptico em todo o mundo e um novo “guideline” é geralmente
publicado a cada quatro anos, sendo a última publicação em 2016 (acesse também As novas recomendações do SSC 2016 Parte 1 e Parte 2). Frente ao
achado de novas evidências e da evolução rápida do conhecimento na área, novas
atualizações acontecem visando o melhor manejo dos pacientes.
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domingo, 20 de maio de 2018
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
As novas recomendações do Surviving Sepsis Campaign 2016 - Parte 1.
A
sepse, definida pela presença de disfunção orgânica consequente a uma
resposta desregulada do hospedeiro à infecção, apresenta elevada letalidade e impacto negativo em qualidade de vida dos pacientes.
A síndrome acomete milhões de pessoas todos os anos e o tratamento
adequado pode salvar vidas.
Recentemente publicadas, as novas diretrizes da campanha mundial de sobrevivência à sepse atualizaram as recomendações de 2012. Seguem as principais recomendações, às quais devem orientar as equipes no manejo desta síndrome complexa...
sábado, 1 de outubro de 2016
SEPSIS 3.0 - GETTING THE CONSENSUS: o debate mais emocionante do ano!
Desde a publicação do SEPISIS 3.0 as opiniões em
relação aos novos critérios de sepse têm sido divergentes.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
SIRS ou não SIRS - eis a questão? As novas definições de sepse - Aula gratuita
Desde a sua publicação no JAMA no início deste ano, as novas definições de sepse vem trazendo grandes discussões.
sábado, 2 de abril de 2016
Identificação microbiana rápida. MALDI – TOF MS: se você ainda não ouviu falar, é questão de tempo.
### Este post foi escrito por Dr. Filipe Sousa Amado com pequena
colaboração de revisão de Dr. Rodrigo Azevedo. Dr. Filipe é médico residente em
Medicina Intensiva do Hospital São Domingos – São Luís- MA. Também é membro do
time de Adequação Antimicrobiana Rápida desta UTI. Este time é responsável pela
gestão dos resultados do MALDI-TOF na UTI há aproximadamente 8 meses. Ficamos
muito gratos por sua colaboração e vontade de dividir seus conhecimentos. ###
Nos últimos anos, a precocidade
das ações terapêuticas nos pacientes graves ganhou especial ênfase. Evitar que
patologias progridam a um ponto de deterioração irreversível da homeostase é a
chave para aumentar a eficácia do tratamento proposto. Quando esta questão se
direciona ao tratamento de pacientes sépticos, algo fundamental em seu
tratamento é a precocidade na administração de antibiótico(s) efetivo(s) contra
a infecção. Em algumas situações, prever o germe
envolvido e seu perfil de sensibilidade não é tarefa tão complexa. Porem,
algumas vezes, esta previsão pode tornar-se tão incerta a ponto de gerar
prescrições com a cobertura extremamente ampla e imprecisa. No popular: “um
tiro no escuro com espingarda de sal”. A consequência disto é possibilidade de uso inadequado de
antibióticos, o aumento da resistência bacteriana, o risco de deixar patógenos
descobertos e o consequente aumento de mortalidade. Como evitar que isto
aconteça? O sonho de qualquer médico no tratamento de pacientes sépticos é já
saber o mais breve possível o patógeno responsável e seu perfil microbiológico.
As culturas de microorganismos, infelizmente, deixam a desejar quanto ao tempo
para o resultado. Novas técnicas de identificação microbiana têm sido propostas e
uma em especial já é mais que uma promessa e começa ocupar o espaço da prática
clinica, o MALDI-TOF ....
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Novos Critérios de Sepse?
Após duas décadas da criação dos conceitos de sepse, sepse grave e choque séptico (Sepse-1 de 1991 e Sepse-2 de 2001), uma nova definição foi apresentada no 45º congresso da SCCM e publicada no JAMA. Justificadas pela necessidade de uma melhor definição baseada nos avanços do conhecimento fisiopatológico da doença, as alterações da Sepse-3 foram propostas por uma task force composta por grandes nomes da terapia intensiva mundial e submetidas a várias sociedades ao redor do mundo para endosso.
Definições da SEPSE-3...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
O ILAS contra a SEPSE
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Suporte ventilatório em pacientes com sepse e choque séptico em um cenário de recursos limitados
Dado
o grande número de pacientes com sepse e a grande desigualdade de recursos
presente em nosso país em que poucos podem manejar casos de hipoxemia
refratária com oxigenação por membrana extracorpórea e muitos têm acesso
limitado à exames básicos, como radiografia de tórax, torna-se interessante
discutir sobre a melhor forma de oferecer suporte ventilatório seguro para
pacientes sépticos em localidades com recursos limitados.
domingo, 29 de novembro de 2015
Individualizando alvos de PAM no choque séptico.
Desde 1969 Weil e Shubin já enfatizavam a importância da ressuscitação
volêmica seguida de suporte cardiovascular, com agente vasopressor, na
estabilização do paciente com choque séptico. Esta estratégia vem sendo adotada
de forma rotineira, de tal maneira que a Surving
Sepsis Campaign atualmente recomenda expansão volêmica com 30 ml/kg de
cristalóide na fase inicial de ressuscitação, seguida da associação de drogas
vasoativas na intenção de buscar alvo pressórico adequado para reverter as alterações
macrohemodinamicas, principalmente a hipotensão.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Sepse: um problema de saúde pública
Foi
publicada em abril desde ano uma Recomendação do CFM (clique aqui) orientando que
em todos os níveis de atendimento à saúde (de unidades básicas de saúde a
unidades de terapia intensiva) sejam estabelecidos protocolos assistenciais
visando o reconhecimento precoce e a pronta instituição das medidas iniciais de
tratamento aos pacientes com sepse. A Recomendação sugere ainda a capacitação
dos médicos para o enfrentamento do problema e a promoção de campanhas de
conscientização do público leigo, entre outras providências.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Sepse sem critérios de SIRS ???
Em março de 2015, no New
England Journal of Medicine, foi publicado um estudo do grupo ANZICS (Australia
and New Zealand Intensive Care Society), denominado Systemic Inflamatory
Response Syndrome Criteria in defining Severe sepsis, que avaliou a sensibilidade
dos critérios de SIRS (síndrome da resposta inflamatória sistêmica) na
definição do diagnóstico de sepse.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Surving Sepsis Campaing responde às novas evidências
Menos de um mês após a publicação do terceiro trial que não demonstrou superioridade na ressuscitação hemodinâmica guiada por metas (1-3), a Surviving Sepsis Campaign (SSC) se posicionou oficialmente com a revisão no bundle de 6 horas. As mudanças sugeridas focaram na não obrigatoriedade da utilização de cateter venoso central (CVC) para monitorizar a pressão venosa central (PVC) e a saturação venosa central (SvcO2) nos pacientes com choque séptico ou sepse grave com hiperlactatemia (>4mmol/L) que receberam precocemente antibiótico e volume (4).
quarta-feira, 1 de abril de 2015
SvcO2 na Sepse: e agora, Emanuel?
Há 14 anos,
Rivers publicou o trial [1] que até hoje guia (ou guiava?) a otimização
hemodinâmica inicial dos pacientes com sepse grave e choque séptico. A despeito
dos resultados de redução de mortalidade, vários elementos do estudo são motivo
de discussão, como os alvos de saturação venosa central (SvcO2), pressão venosa
central (PVC) e pressão arterial média (PAM), além dos limites para transfusão
de hemocomponentes e uso de inotrópico. Devido a isso, foram conduzidos ensaios
clínicos randomizados multicêntricos que compararam a terapia proposta por
Rivers (Early, goal-directed therapy
– EGDT) com uma terapia não guiada por metas (usual care). Há 15 dias foi publicado o terceiro dos três trials, o ProMISe (Trial of Early, Goal-Directed Resuscitation) [2], que, assim como o
ProCESS (Protocolized
Care for Early Septic Shock) [3] e o ARISE (Australasian Resuscitation
In Sepsis Evaluation) [4], também mostrou o não benefício do protocolo de ressuscitação
guiada por metas.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Há necessidade da terapia precoce guiada por metas hemodinâmicas no tratamento do choque séptico?
Em 2001
Rivers e colaboradores publicaram um dos trabalhos mais citados e conhecidos em
nossa aérea. Intitulado “Early
goal-directed therapy in the treatment of severe sepsis and septic shock’”,
o estudo comparou dois protocolos de ressuscitação precoce em pacientes sépticos
com PAS < 90mmHg (após 20-30mL de fluidos) e/ou lactato ≥ 4 mmol/L. O
grupo que recebeu o tratamento guiado por metas visando uma saturação venosa
central de oxigênio (SvcO2) acima de 70% por meio de fluidos,
concentrado de hemácias e dobutamina apresentou menor mortalidade hospitalar
comparado ao grupo controle (30,5% vs. 46,5%, p = 0,009) [1]. Na figura 1 está o algoritmo de
tratamento usado no estudo.
domingo, 13 de outubro de 2013
Como definir o tempo de antibiótico? Procalcitonina x Proteina C reativa (PCR): quem é superior em responder esta duvida.
Depois
de iniciar um curso de antibiótico decidir quando encerra-lo é muitas vezes uma
pergunta difícil de responder com precisão. O tempo de manutenção de
antibiótico é muitas vezes uma questão de grande relevância e difícil de ser
respodida. Existem evidencias na literatura de que este tempo possa ser
reduzido em várias situações clínicas, mesmo em infecções já confirmadas. O
tempo mais curto de uso de antibióticos pode resultar em menor seleção de
germes multirresistentes, e assim produzir assistência mais eficaz a pacientes
graves.
Em
um estudo de pesquisadores brasileiros, Oliveira et. al. (1), publicado na
Critical Care Medicine deste mês, coloca questão em foco... (clique abaixo para continuar lendo)
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Surviving Sepsis Campaing 2012 - publicada
Muito aguardada em 2012 a atualização dos guidelines da Surviving Sepsis Campaign foi publicada no ultimo número da Critical Care Medicine (February 2013 • Volume 41 • Number 2).
Segue abaixo o link para baixar o pdf do texto completo.
Segue abaixo o link para baixar o pdf do texto completo.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Procalcitonina: redução no tempo de antibioticoterapia ?
# Clube de revista postado pela Dra. Tábita Almeida Vicente, residente de medicina intensiva da UNIFESP #
A associação entre o tempo de exposição aos antibióticos e o desenvolvimento de cepas multirresistentes constitui um dos dilemas no contexto do paciente crítico infectado. O uso de biomarcadores capazes de identificar o estado inflamatório e que o correlacionem com a possibilidade de interrupção da antibioticoterapia, têm sido objetivo de alguns estudos clínicos. Cabe ressaltar que nesta população a presença de resposta inflamatória, nem sempre associada a um processo infeccioso, é frequente, bem como a colonização bacteriana. Este fato pode ser fator de confusão na interpretação dos níveis de biomarcadores.
quarta-feira, 14 de março de 2012
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